quarta-feira, 20 de julho de 2011

Não se fazem mais homens como antigamente

Quarta-feira, 20 de julho, 20h30. Panaderia, na Ponta Verde.
Avenida Deputado José Lages movimentadíssima.
A pressa para aproveitar a última hora da padaria aberta foi interrompida por uma mulher aos gritos logo à esquina.
Todos correm e se deparam com a cena: A moça a gritar e dois rapazes ao lado dela, um em cima de uma moto e outro ‘atrapalhadamente’ tentando subir . Ele segurava a bolsa que tinha acabado de tomar à força. Os dois usavam capacetes  cor de rosa.
(Minha aflição era que a moça se calasse pq por muito menos muita gente já perdeu a vida).
Após algum tempo o bandido finalmente conseguiu subir na moto e fugir.
Passado o risco, o segurança da padaria, que assistiu a tudo imóvel, correu para se juntar à multidão que rodeava a vítima. Em meio a confusão foi abordado por uma senhora aparentando uns sessenta anos.

- Vem cá meu filho, vc não tem vergonha não (questiona) Como é que  vc vê tudo e não dá pelo menos um grito pra espantar aqueles homens. Tanto tamanho pra quê. No meu tempo homem não assistia a mocinha correr um perigo desse e fingia que não tava vendo.  Que vergonha!!!
Alguém na padaria alerta:
- Senhora! Seu pão.
E ela:
-Não quero mais pão e nem quero mais saber dessa padaria que só tem homem ‘frôxo’.
E foi embora.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O pipoqueiro ilustre


Em mais uma manhã de compras para ‘desestressar’ eu e minha mãe fomos a loja Riachuelo. Duas horas selecionando roupas e acessórios e uma para experimentar parte deles.
No caixa, após uma fila quilométrica que se arrastava, chega a nossa vez.
- O cartão não está atualizado (diz a atendente)
- e... (questiono)
- Terá que subir e atualizar e se você não for a titular, não adianta; o titular tem que comparecer à loja.
- Então não vou levar as mercadorias?
- Não (responde secamente a atendente ávida pela próxima cliente)
- Há alguma restrição no cartão (insistimos)
- Não.
Pedi que viesse um superior até nós, no caixa, e a moça mais uma vez sem qualquer indício de gentileza disse: “A senhora tem que subir”.
Minha mãe encara os lances de escada para 'implorar' uma compra.  Explica que é cliente desde 1996 e nunca atrasou uma fatura  e que gostaria de comprar no cartão da loja... blá, blá, blá
(O problema, segundo eles, era o fato de não usar o cartão há seis meses)
Uma hora e meia depois,  após maus-tratos da atendente, demora na atualização do cadastro conseguimos levar as compras. Logo repenso essa história de ‘compras pra desestressar’.
Ironicamente, no fim de semana seguinte, vou a convite do Hotel Radisson a uma sessão de cinema.
10h30, duas filas enormes para a pipoca e o refrigerante.
Percebi que além dos atendentes, um senhor, no balcão e sem  uniforme, ‘privilegiava’ um lado da fila (só servia a pipoca para o lado contrário ao meu, obviamente).
Reclamei e fui prontamente atendida.
Já na sala de cinema, antes de iniciar o filme, os agradecimentos pela nossa presença:
Uma fala cordial do gerente do Hotel Radisson e outra muito breve e simples de boas-vindas do senhor que me serviu as pipocas: Eli Jorge de Lima, presidente da rede Centerplex.
(UM EXEMPLO NÃO SÓ PRA A RIACHELO)

domingo, 12 de junho de 2011

Abaixo à ditadura dos eletrônicos

Internet, ipad, play station... Que nada!!!

     Foto: Adailson Calheiros / Cidade Sorriso . Maceió-AL

12 de junho. Dia Nacional de combate ao Trabalho Infantil

domingo, 29 de maio de 2011

Investigue o detetive que você vai contratar

Fotos de  Iris Detetive Particular 





“Cabeça vazia é oficina do diabo”. Definitivamente.

Uma amiga, após três meses fora do mercado de trabalho, teve a brilhante idéia de gastar a última parcela do seu seguro-desemprego com um detetive para flagrar o seu marido.

Um dia, dois, uma semana... e nada.

No contato telefônico a investigação estava sempre “em andamento...”, mas até hoje não descobrimos para onde.

Um mês. Nada.

Veredicto: Marido fiel, esposa desapontada e LISA.

Ela não se conformou, mas já era tarde.

Talvez a matéria publicada hoje (domingo 29), no Jornal Tribuna Independente explique - não só para minha amiga - o fiasco nas investigações.

Em entrevista com detetives de Maceió, os repórteres Breno Airan e Sandro Lima levantaram que há empresas extremamente modernas trabalhando na área de investigação, mas no contraponto há também aqueles que atuam com equipamentos dos mais obsoletos.

Há ‘investigadores’ que não dispunham sequer de um computador e a ferramenta mais moderna de trabalho era um binóculo.

Fica a lição: antes, investigue o detetive que vai contratar pq a brincadeirinha não sai por menos de R$300, sem direito a reembolso.

P.S: Essa minha amiga, atualmente, faz parte de uma pequena demanda de clientes dos investigadores. Hoje, em Alagoas, quando o assunto é traição são os homens que mais estão contratando os detetives. Chifre deixou de ser exclusividade da ala feminina (e em larga escala!!!!)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Classe C (de castigo)


Comprar barato e com certa qualidade não é das empreitadas mais fáceis.

Eu e minha mãe sabemos bem o que é isso.

Em uma manhã de compras no Centro de Maceió, dois bons exemplos de que “pobre veio ao mundo mesmo pra sofrer”.

Dinheirinho na bolsa e uma listinha rumo às compras.

Primeira parada: Lojas Imperador. Para quem não conhece, essa loja (cama, mesa e banho) é um fenômeno em vendas. Preço pequeno, mas o sacrifício é grande.

 Para entrar, uma maratona. Gente - muitas vezes mal educada - por todos os lados e o primeiro desafio é não se deixar atropelar.

Passado isso, além das altas temperaturas, um locutor gruda no microfone e fica repetindo incansavelmente as promoções e sempre finalizando com um sonoro TIU-TIU-TIU-TIUUUUÚÚÚÚ (olha o artista aí em cima, centro da foto).
Ah! e o pior é que tudo isso é embalado por uma trilha que não muda desde as compras do penúltimo Natal: Chiclete com Banana.
O consolo mesmo, caro internauta, é conferir a conta e perceber que o total é bem menor do que seria em lojas mais... silenciosas. E só.


Segunda parada: Loja Modéle. Uma lojinha simpática, com roupas e acessórios de preços convidativos. Depois de duas horas escolhendo e experimentando roupas seguimos para o caixa. Mais ou menos dez itens prontos para serem embalados. Ao lado, duas mulheres tomavam um...


Amante que sou de um cafezinho, pedi para que a vendedora conseguisse uma xícara pra mim também.

Ela foi buscar, mas voltou com um copo d’água.

- Tamires (acho que era esse o nome dela), pedi café...
- Desculpa. É que não temos café.
- Como não? há duas pessoas bem aqui ao nosso lado tomando!
- É que só tem café pra elas.
- Pq?
-Pq ela é esposa do dono da loja
- Tamires, querida: você sabia que eu aqui sou mais importante do que elas?
-E é?          - perguntou a vendedora com espanto
- Sim, Tamires! SOU CLIENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tomei a água (já que era tudo que cabia a mim), pagamos a conta e fomos embora.


Pensando bem... muito apropriada essa expressão: ‘CLASSE C’

quarta-feira, 18 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mulé é invenção do cão


A espera pelo UFAL/Ipioca nos permite muitas coisas: ligar para uma amiga pra jogar conversa fora e acabar com os créditos do celular (e os bônus também), dar uma geral na bolsa, colocar em dia a leitura ou mesmo prestar atenção na conversa alheia. Optei pela última.

Seu Abílio, um senhor beirando os 60 anos é um homem que segundo ele “amou demais”.

E foi com saudosismo que ele contou (para uma amiga à minha frente) seu último desacerto amoroso.

“Sabe dona Ana... minha ex-mulé, que fiquei casado 22 anos foi embora de casa”
...
“Não dona Ana, não foi agora não. Já faz tempo. Arrumou os panos de bunda e se mandou. Deixou eu com oito filhos e sumiu no mundo”
...
“Criei todos certinho. Trabalhei que só a porra e hoje tenho até umas casinhas de aluguel”

“Desde que construí essas casinhas é ‘mulé de rodo’ atrás... tu nem sabe!”

“Mas estou só e você não sabe: aquela que me largou (a ex-mulher) acho que soube que tô bem (R$), tenho umas casinhas... mandou dizer que tá voltando. Repara!”

“É mesmo que eu tá vendo: vai chegar quietinha, arrependida e cheia de amor pra dar, e fazer de conta que saiu de casa ontem”

“Vai, vai ser assim. Eu conheço. Num tô dizendo. Mulé, dona Ana, é invenção do cão.”

“Mas vou receber ela todo amoroso... sei que lá... Não sabe ela da espingardinha embaixo da cama.” 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aos concurseiros

Em um ponto estratégico da Capital um outdoor chama a atenção:


Ops! Predestinados? Não seria: obstinados?

Pensando bem... há casos que só mesmo apelando pro além e com reza brava!

P.S: E pegando carona no outdoor (ali, bem abaixo), o professor Amaro numa propaganda um pouco mais 'terrena'.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O comentário não publicado.


Não costumo fazer comentários nos blogs alheios, mas encho o saco de quem lê o meu para que o faça. 
Mas hoje não me controlei. Li no blog do jornalista Roberto Villanova: "Ronaldo Lessa não é isso que consta nos autos".

Tamanho foi o meu desapontamento: meu comentário não foi publicado. Sendo assim vou desabafar aqui, mas não sem antes reproduzir um trecho 'impagável':
"Quem conhece o ex-governador Ronaldo Lessa sabe das suas virtudes, que são muitas, e dos seus defeitos, que são poucos. Virtude e defeito fazem parte do perfil humano, porque como diz o grande Caetano Veloso na música “Vaca Profana”, de perto ninguém é normal.
Entre as muitas virtudes de Lessa está a sua condição de homem avesso à violência. Nunca se ouviu falar dele o mínimo gesto de violência" e blá, blá, blá...

E eis o comentário ignorado:
"Só para lembrar: há várias formas de violência. Talvez o ex-governador Ronaldo Lessa não se utilize da física, mas aquela de cunho moral foi usada e abusada por ele contra dezenas de trabalhadores da então Tribuna de Alagoas. De forma humilhante e covarde virou as costas para seus funcionários, maioria pais de família. Bem, é esse o Ronaldo Lessa que inúmeros trabalhadores CELETISTAS conhecem".

Com todo respeito: NO BLOG DOS OUTROS É REFRESCO!!!!!!!! 

domingo, 1 de maio de 2011

Tratamento vip

Que as empresas de ônibus de Maceió não estão preocupadas com bem estar dos passageiros, nenhuma novidade.
Mas ao que parece, o tratamento ‘vip’ se estende aos funcionários.
Talvez o adesivo fixado na janela, bem ao lado do cobrador, explique o mau humor contagiante de grande parte deles.


Numa lista dos dezesseis deveres do funcionário o último item impressiona pela carga de motivação:
“NÃO FALTE PARA QUE NÃO NOTEM QUE SUA FALTA NÃO FAZ FALTA”

Jogo rápido: Esta semana, em Maceió, cobrador e motorista que fazem a linha Mirante / Trapiche foram acusados de ‘arremessar’ um usuário para fora do ônibus.
Coincidência ou não, dois dias após o incidente a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) lançou um site para que o usuário denuncie abusos ou irregularidades nos serviços dos coletivos.

Aos usuários: www.smtt.maceio.al.gov.br (a gente nunca sabe quando pode precisar!)